RELATOS, NOTÍCIAS, CRÍTICAS, PESQUISAS, RESULTADOS, COMENTÁRIOS, NA VISÃO AMBIENTAL

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Ilha Tuvalu, que fica no Sul do Oceano Pacífico, com o aquecimento Global poderá sumir do Mapa.

Parques na Escócia – será o mesmo planeta?


quinta-feira, 29 de abril de 2010

Grandes fabricantes mostram seus modelos de carros “verdes” em Pequim

As grandes marcas mundiais de veículos aproveitaram o Salão de Automóvel de Pequim para apresentar seus modelos “verdes”, que podem se tornar, em curto prazo, um dos melhores produtos à venda no mercado chinês, o maior do mundo.

A maior fabricante chinesa, SAIC, expôs seu carro elétrico, durante o salão que abriu na terça-feira (27) e vai até domingo (2).

Dos mil modelos expostos, 95 são elétricos ou híbridos – produzidos pela SAIC, por sua concorrente chinesa BYD e a americana General Motors.

A GM apresentou o Volt, um carro elétrico que deve ser lançado no mercado em 2011. A BYD, que tem como principal acionista é o milionário americano Warren Buffett, lançou o modelo E6, que funciona somente com eletricidade.

A Beijing Automotive Industry Holding Co anunciou que pretende investir 3,7 milhões de yuans (542 milhões de dólares) no desenvolvimento de veículos com fontes de energia alternativas, reafirmando a importância desse setor para a China.

No entanto, para os analistas o verdadeiro desenvolvimento de veículos alternativos na China ainda enfrenta dificuldades.

O governo decepcionou aqueles que esperavam, em janeiro, o anúncio de subsídios para o setor, que permitiriam baixar os preços para o consumidor chinês.

Preços elevados, autonomia reduzida e falta de postos de recarga de bateria limitam as vendas, explica Finbarr O’Neill, presidente da sociedade de consultores JD Power and Associates.

Menos de 4 mil carros híbridos (movidos a eletricidade e gasolina) foram negociados na China no ano passado e a venda de veículos elétricos foi quase inexistente, acrescentou.

No total, 13,64 milhões de carros foram vendidos na China em 2009, o que fez do país o primeiro no mercado do mundo, ultrapassando os Estados Unidos.

Os chineses seguem preferindo modelos de alto consumo de gasolina, embora no ano passado os modelos menores tenham tido maior aceitação, graças aos incentivos fiscais.

O alto valor dos veículos elétricos se deve ao custo das suas baterias recarregáveis, que os encarecem em 10 mil a 15 mil dólares.

“Não acredito que a maioria dos compradores esteja disposta a pagar mais para ter um carro mais ecológico”, destacou Finbarr O’Neill. “Sem subsídios, empresas como a BYD terão muitos problemas para alcançar uma massa crítica” na produção.

A China quer reduzir seu consumo e sua dependência energética, assim como seus graves problemas de poluição. Por isso, espera-se que o desenvolvimento de tecnologias ecológicas e carros “verdes” represente de 10% a 15% das vendas até 2020.

Desde 2006, o governo e as fabricantes de automóveis chinesas investiram pelo menos 10 milhões de yuans no desenvolvimento de veículos movidos com fontes de energia alternativas ao combustível. Desse montante, 1,1 milhão foi dado pelo governo, segundo o ministério das Indústrias e Tecnologias da Informação.

Apesar deste lento desempenho, a previsão segue otimista. Better Place, uma sociedade californiana que instala postos de recarga para veículos elétricos, vislumbra um bom mercado na China. No sábado, firmou um acordo com a fabricante chinesa Chery para desenvolver os primeiros protótipos.
 
(Fonte: G1)

Perda de gelo flutuante nos polos faz mar subir ‘um fio de cabelo’ por ano

As mudanças registrados na quantidade de gelo que flutua nos oceanos polares estão provocando um aumento do nível dos mares, revelou estudo publicado nesta quarta-feira (28) na revista “Geophysical Research Letters”.

Mas, apesar da perda de gelo flutuante a cada ano ser similar a 1,5 milhão de icebergs como os que afundaram o Titanic, o aumento do nível do mar é insignificante. Em um ano esse aumento é equivalente ao diâmetro de um fio de cabelo.

Andrew Shepherd, autor do estudo e pesquisador da Universidade de Leeds, afirma, no entanto, que o impacto do degelo é um sinal que não pode ser ignorado. Ele lembrou que nas últimas décadas se registraram reduções consideráveis do gelo flutuante da Terra, particularmente nas plataformas antárticas e árticas.

“Essas mudanças tiveram um grande impacto no clima regional e, já que se espera que os oceanos aumentem sua temperatura no curso do século, o degelo dos icebergs deve ser considerado em avaliações futuras dos aumentos no nível do mar”, disse. (Fonte: G1)

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Japão vai analisar compromisso para distribuir ajuda contra mudança climática

O governo japonês premiará o compromisso dos países em desenvolvimento contra a mudança climática para distribuir os US$ 15 bilhões em ajudas até 2012, doação anunciada durante a cúpula climática de Copenhague.

Os países que lutarem contra o aquecimento global receberão a maior parte do dinheiro, segundo o ministro do Meio Ambiente japonês, Sakihito Ozawa.

O governo aprovou os princípios básicos para colocar em prática a chamada “Iniciativa Hatoyama”, impulsionada pelo primeiro-ministro, Yukio Hatoyama, que prevê ajudas aos países pobres e em desenvolvimento que enfrentem o aquecimento global, informou a agência japonesa de notícias “Kyodo”.

A iniciativa foi apresentada na Conferência da ONU para a Mudança Climática (COP15) de Copenhague, em dezembro do ano passado, quando o Japão se comprometeu a fornecer US$ 11 bilhões em ajuda pública no período entre 2010 e 2012, enquanto o restante provirá do setor privado.

Alguns membros do gabinete ministerial recomendaram mais pressão à China, maior emissor de CO2 do planeta.

A COP15 terminou com um pedido aos países para que realizem ações para combater a mudança climática, um acordo de mínimos, sem caráter vinculativo.

O primeiro-ministro japonês se comprometeu a reduzir as emissões japonesas de CO2 em 25% para o ano de 2020 em comparação com os números de 1990.  

(Fonte: Folha Online)

domingo, 25 de abril de 2010

Detectado vazamento de petróleo em plataforma naufragada nos EUA

Manchas de óleo podem causar grandes danos ambientais ao frágil ecossistema da Louisiana
Um vazamento de petróleo foi detectado na plataforma petroleira que naufragou na quinta-feira (22), perto da costa americana, no Golfo do México, após uma forte explosão, informou este sábado (24) a Guarda Costeira dos Estados Unidos. 
 
                                          Foto por Elizabeth Bordelon/USCG/AFP
Elizabeth Bordelon/USCG/AFP
 
Estima-se que até mil barris de petróleo ou 42 mil galões (158.987 litros) estejam vazando por dia de um contêiner e de uma tubulação de perfuração, o que desperta a preocupação da ocorrência de danos ao frágil ecossistema da Louisiana (sul dos EUA), já afetado por furacões e erosão costeira.

Funcionários confirmaram esta descoberta um dia depois de a Guarda Costeira destacar que não havia qualquer vazamento de petróleo na boca do poço.

A contra-almirante Mary Landry, comandante da Guarda Costeira, disse a jornalistas que o vazamento começou aparentemente na quinta-feira (22), quando a plataforma petroleira Deep Water Horizon afundou, dois dias depois de ter explodido.

A Guarda Costeira informou que serão necessários vários dias para determinar como deter o vazamento, a 1.525 m de profundidade nas águas do Golfo.

A suboficial Connie Terrell disse à AFP que a mancha de petróleo tem agora 32 km de diâmetro e está a 64 km da costa da Louisiana. Na sexta-feira (23), a guarda costeira pôs um fim à busca por 11 trabalhadores que desapareceram após a explosão, na terça-feira (20).

Fonte:
(R7 Notícias)

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Maior inseto do mundo está entre novas espécies descobertas na ilha de Bornéu

Biólogos anunciaram ontem a descoberta de 120 novas espécies na ilha de Bornéu, entre elas uma rã sem pulmões, o maior inseto do mundo e uma lesma que atira "dardos do amor" em seu parceiro.
Orang Asli
Bicho-pau de 36 cm de comprimento, o _Phobaeticus chani_, é o maior
 inseto do mundo
Bicho-pau de 36 cm de comprimento, o Phobaeticus chani, é o maior inseto do mundo
A ONG WWF listou as novas descobertas em uma área remota de floresta tropical densa entre a Malásia, a Indonésia e o Brunei, países que dividem a ilha asiática. O local é conhecido como "Coração de Bornéu", uma área de conservação de 220 mil quilômetros quadrados criada pelos três governos em 2007. 

"Temos encontrado em média três espécies novas por mês e 123 nos últimos três anos, com pelo menos 600 novas espécies descobertas nos últimos 15 anos", disse Adam Tomasek, chefe do WWF na região. 

O Coração de Bornéu é lar de dez espécies de primata, mais de 350 de ave, 150 de répteis e anfíbios e cerca de 10 mil plantas que não ocorrem em nenhum outro lugar do planeta, afirmou o relatório.
David Bickford
Chamada _Barborula kalimantanensis_, rã de 7cm descoberta em 2008 
respira apenas pela pele
Chamada Barborula kalimantanensis, rã de 7cm descoberta em 2008 respira apenas pela pele
Entre as novas espécies está uma rã de 7 cm chamada Barborula kalimantanensis, descoberta em 2008, que respira apenas pela pele. Também foi encontrado um bicho-pau de 36 cm de comprimento, o Phobaeticus chani, e uma lesma que usa agulhas de carbonato de cálcio para injetar um hormônio no parceiro e aumentar as chances de reprodução. 

As florestas de Bornéu estão ameaçadas principalmente pela mineração e pelas plantações de dendê. A Indonésia e a Malásia respondem por 85% da produção global dessa palmeira, que tem uma série de usos industriais e alimentícios. 

No caminho dessa indústria estão espécies ameaçadas como o orangotango e o rinoceronte de Sumatra. A subespécie deste animal que ocorre em Bornéu é a mais rara de todos os rinocerontes -- só restam 30 indivíduos na natureza. 
Fonte:
Folha Online

domingo, 18 de abril de 2010

Sanguessuga amazônica do Peru vive em narina humana

Cientistas anunciaram a descoberta de uma nova espécie de sanguessuga que tem a tendência de viver em narinas humanas.

Segundo os pesquisadores, ela pode entrar nos orifícios do corpo de pessoas e animais e aderir às membranas mucosas.

Eles deram à nova espécie o nome de Tyrannobdella rex, que significa “sanguessuga rainha tirana”.

A criatura, que vive em áreas remotas do alto Amazonas, foi encontrada em 2007, no Peru, quando uma espécie foi retirada do nariz de uma menina que tinha se banhado em um rio.
Renzo Arauco-Brown, da Escola de Medicina da Universidade Cayetano Heredia, em Lima, extraiu a sanguessuga do nariz da garota e enviou a amostra para um zoólogo nos Estados Unidos.

Mark Siddall, do Museu Americano de História Natural, em Nova York, reconheceu que se tratava de uma nova espécie. Segundo ele, a criatura tinha algumas características muito incomuns, como uma única mandíbula, oito dentes grandes e genitália minúscula.

Gado – A líder do estudo, Anna Phillips, uma universitária ligada ao museu, disse: “Nós achamos que a Tyrannobdella rex é parente próxima de outra sanguessuga que entra na boca de gado no México.”

Uma análise de DNA revelou também uma “relação evolucionária” entre sanguessugas que vivem em regiões distantes. Isto sugere a existência de um ancestral comum, que pode ter vivido quando os continentes estavam unidos em uma única extensão de terra chamada Pangeia.

Siddall explicou: “As espécies mais antigas desta família de sanguessugas compartilhavam a Terra com os dinossauros, há cerca de 200 milhões de anos.”

“Alguns ancestrais da nossa T. rex podem ter vivido no nariz de outro T. rex“, afirmou, em uma referência o dinossauro Tiranossauro rex.

Os cientistas acreditam que podem existir até 10 mil espécies de sanguessuga. Já foram descobertas entre 600 e 700. A pesquisa foi divulgada na revista científica on-line “PLoS One”.
 
(Fonte: Folha Online)

sábado, 17 de abril de 2010

Erupção de vulcão na Islândia é pequena para aliviar aquecimento global

Grandes erupções vulcânicas já tiveram efeito refrigerador no clima da Terra, mas o recente evento na Islândia é pequeno demais para trazer alívio ao aquecimento global antropogênico, disseram cientistas nesta sexta-feira (16). 

O evento marcante desta capacidade de refrigeração vulcânica dos últimos 20 anos ocorreu em 1991, quando o Monte Pinatubo entrou em erupção nas Filipinas, resfriando a superfície terrestre em 0,5ºC no ano seguinte, o suficiente para compensar o impacto dos gases causadores de efeito estufa entre 1991 e 1993.

Fumaça do vulcão sob galeira Eyjafjallajokull, na Islândia; erupção impede trânsito aéreo mas é pequena para aliviar mudança clmática.
Foto: Divulgação Um episódio refrigerador menor ocorreu em 1980, quando o Monte Santa Helena, no Estado americano de Washington, teve seu topo pulverizado, um evento que embora tenha sido impressionante, expeliu apenas um décimo do material liberado pelo Pinatubo.

O resfriamento se explica por uma fórmula simples: o vulcão libera grande quantidade de cinzas vulcânicas e dióxido de enxofre, que são transportados para a estratosfera, camada da atmosfera acima da troposfera, a mais próxima da superfície. 

Lá, fenômenos físico-químicos criam uma fina camada de partículas esbranquiçadas que, durante meses ou anos, circundam a Terra e refletem parte dos raios solares, impedindo que a radiação atinja o solo. 
Escudo
"Basicamente, é como colocar um escudo refletor sobre o pára-brisa do carro, impedindo que o interior aqueça demais", comparou Colin Macpherson, da Universidade Durham University, nordeste da Inglaterra. 

Mas ele e outros afirmaram que a erupção do vulcão na geleira Eyjafjallajokull foi pequena demais, não produzindo enxofre suficiente, e sua pluma circundou a uma altitude baixa demais para ter qualquer impacto climático. 

Qualquer efeito será "muito insignificante", reforçou, de Genebra, Scylla Sillayo, da Organização Meteorológica Mundial (WMO, na sigla em inglês). 

Menor
"No momento, estamos olhando para algo que é cerca de 100 vezes menor do que o Monte Santa Helena. Na escala em que está agora, é relativamente improvável que tenha qualquer efeito perceptível no clima", explicou Kathryn Goodenough, da British Geological Survey (BGS).
"Com o Pinatubo, as cinzas chegaram a 18.000 metros de altitude nos trópicos", acrescentou Emmanuel Bocrie, do serviço climático francês Meteo France. 

"Não é a mesma situação neste caso, onde a pluma está, em média, a 6 mil metros, com picos de 11 mil metros. Além disso, esta é uma parte da atmosfera [a troposfera], onde há ventos potentes, que têm grande efeito dissipador", explicou. 

Os cientistas chegaram a afirmar que a erupção da geleira islandesa poderia ter um efeito regional no clima da Europa, mas só se durasse alguns anos."Na década de 1780, uma grande erupção no sul da Islândia levou cerca de dois anos e gerou grande quantidade de enxofre", disse Macpherson. 

"Isto causou um 'smog' terrível, as colheitas foram afetadas pela chuva ácida e a qualidade do ar ficou realmente muito ruim. Mas foram preciso dois anos [de erupção] para causar este efeito e certamente não estamos confrontados com algo semelhante agora", acrescentou. 

Duplo 
Outra hipótese é que a atual erupção poderia desencadear outra ainda maior, no vizinho vulcão Katla. 

Em 1821-1823, o atual vulcão entrou em erupção e depois se silenciou, e ao fim do ciclo, foi a vez do Katla entrar em erupção. 

"As pessoas sugeriram que talvez haja vínculos entre eles, através de fissuras, mas é importante enfatizar que não há provas de que um vá desencadear erupções no outro", disse Goodenough.De qualquer forma, o resfriamento vulcânico é apenas uma quebra temporária nos efeitos das emissões de gases estufa antropogênicas, apontadas como responsáveis pelas mudanças climáticas. 

Segundo o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), a temperatura do planeta aumentou 0,74ºC entre 1906 e 2005. No últimos cinquenta anos deste período, o aquecimento dobrou, com um aumento de cerca de 0,13º C por década. 

Fonte:
Folha Online
RICHARD INGHAM
da France Presse, em Paris 

Foto: Divulgação