RELATOS, NOTÍCIAS, CRÍTICAS, PESQUISAS, RESULTADOS, COMENTÁRIOS, NA VISÃO AMBIENTAL

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Ilha Tuvalu, que fica no Sul do Oceano Pacífico, com o aquecimento Global poderá sumir do Mapa.

Parques na Escócia – será o mesmo planeta?


domingo, 7 de novembro de 2010

Um quinto dos vertebrados do mundo corre risco de extinção

Estudo publicado na Science e divulgado durante a COP-10 em Nagoya mostra que, a cada semana, uma nova espécie entra na lista de animais ameaçados.

Wikimedia Commons
Condor da califórnia
O condor-californiano, que já foi considerado extinto na natureza durante uma década, encontra-se na lista vermelha de animais ameaçados

 A biodiversidade do planeta corre sérios riscos. Uma pesquisa publicada nesta semana na revista Science mostra que as populações de mamíferos, aves, anfíbios, répteis e espécies de peixes apresentou queda de 40% nos últimos 40 anos.

 De acordo com o relatório "A Perda das Espécies", realizado em conjunto por mais de 100 zoólogos e botânicos de todo o mundo, a cada semana, uma nova espécie é adicionada à lista de ameaçadas de extinção, risco que atinge um quinto dos vertebrados do mundo.

O estudo, divulgado nesta terça (26), durante a COP-10, em Nagoya, analisou os estados de 25 mil animais presentes na "lista vermelha" de espécies ameaçadas da União Internacional da Conservação da Natureza (IUCN). Com o levantamento, líderes mundiais poderão desenvolver um novo plano de ação global para travar o desaparecimento da vida vegetal e animal da Terra.

Múltiplos fatores têm contribuído para o desaparecimento de animais, entre eles a conversão de terra agrícola, exploração excessiva, crescimento populacional, a poluição e o impacto de espécies exóticas invasoras. Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, o escritor e ecologista Edward O. Wilson afirmou: "A espinha dorsal da biodiversidade está se desfazendo...um pequeno passo para cima na lista vermelha é um salto gigantesco para a extinção".

Apesar de as estratégias de conservação atuais terem falhado em reverter o declínio das espécies selvagens e ecossistemas, os autores do relatório dizem que a situação seria muito pior sem o estabelecimento de reservas naturais, programas de melhoramento e planos de proteção. Essas medidas têm ajudado a recuperar 64 espécies, incluindo várias que já foram dadas como desaparecidas na natureza, mas depois reintroduzidas, como o condor da Califórnia, o toirão (espécie de furão) nos Estados Unidos e o cavalo Przewalski na Mongólia.

Segundo os pesquisadores, o investimento a longo prazo é necessário para evitar desaparecimento dessas espécies. Os esforços de conservação para o mico-leão-dourado, por exemplo, estão em andamento há 30 anos, mas o primata ainda corre perigo. Isso acontece porque o nível atual das ações de preservação empreendidas é de longe ultrapassada pela escala da ameaça à vida selvagem do mundo.

Embora o estudo tenha se concentrado em vertebrados, ele também destaca o nível de ameaça enfrentado por outros animais silvestres, incluindo ervas marinhas, recifes de corais e um grupo de plantas de semente conhecido como cicadáceas - que incluem coníferas. Segundo o relatório, cerca de 60% dessas espécies estão em perigo.
 
Fonte:
Vanessa Barbosa de Exame.com

 

sábado, 6 de novembro de 2010

Empresa italiana lança relógio biodegradável feito de papel

Apesar da aparência frágil, acessório 'ecofriendly' é revestido com material resistente e à prova d'água.

Divulgação
Relógio biodegradável de papel
Relógio biodegradável feito de papel já virou sensação na Europa.

 Vem da Itália o primeiro relógio biodegradável feito de papel e comprometido com o meio ambiente. Criado por uma tradicional grife local, o Patch, como foi chamado o relógio, é produzido em papel e tratado com uma espécie de revestimento protetor que o torna resistente à água e agressões externas.

Com mostrador LED biodegradável dotado das funções hora, data e contador dos segundos, o relógio de papel pesa apenas 11 gramas e, segundo a fabricante, se encaixa no pulso como uma segunda pele.

Foram necessários quatro anos de pesquisa e desenvolvimento para criar o acessório 'ecofriendly', que está disponível em três coleções: basic, com peças em 10 cores; Summer, de estampas vivas e tons quentes; e flags, com desenhos das bandeiras dos países que participaram da Copa do Mundo na África do Sul.

Cada patch custa em média 24 euros (cerca de 57 reais), mas o produto ainda não está disponível no Brasil. Com o lançamento na Europa, a grife italiana pretende alcançar o exigente público de consumiroes ecológicos daquele continente.  
 
 Fonte:
Vanessa Barbosa de xame.com

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Novo macaco de nariz arrebitado é descoberto em Mianmar

Para evitar que a água da chuva entre em suas narinas e provoque espirros, eles passam os dias chuvosos sentados com a cabeça entre os joelhos.

Dr. Thomas Geissmann
macaco de nariz arrebitado
Macaco descoberto é uma subespécie de primatas com nariz arrebitado em risco de extinção. 

São Paulo - Uma equipe de primatólogos descobriu uma nova espécie de macaco no norte de Mianmar (antiga Birmânia). Nomeado "strykeri Rhinopithecus", o animal possui as narinas voltadas para cima e, quando chove, a água escorre para dentro da cavidade fazendo com que ele espirre. A pesquisa foi publicada no American Journal of Primatology.

Thomas Geissmann, que conduz a descrição taxonômica da nova espécie, descreve o macaco como tendo pele quase inteiramente enegrecida com pelagem branca apenas em topetes da orelha, barba do queixo e região perineal. Ele também tem uma cauda longa, cerca de 140% do seu tamanho corporal.
 
Embora trate-se de uma espécie nova para a ciência, as comunidades locais a conhecem bem e afirmam que é muito fácil de encontrá-la quando está chovendo, porque os macacos começam a espirrar frequentemente em dias de chuva. Para evitar que a água entre em suas narinas, eles passam os dias chuvosos sentados com a cabeça entre os joelhos dobrados.

Esta nova subespécie de macaco de nariz arrebitado habita o Estado de Kachin no nordeste de Mianmar e é geograficamente isolada de outras espécies por duas grandes barreiras, o Mekong e rio Salween, o que pode explicar porque não foi descoberta antes.

Pesquisadores estimam que os macacos se encontrem em uma área de 270 km², com uma população aproximada de 260 a 330 indivíduos. Por causa da população reduzida, a espécie é classificada como "criticamente em perigo" pela International Union for Conservation of Nature (IUCN).

Fonte:
Vanessa Barbosa de EXAME.COM

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Brasil recicla 98,2% das latas de alumínio vendidas

Reciclagem das latinhas movimentou R$1,3 bilhão no Brasil em 2009; quantidade de recicladas aumentou quase 20%


Marcelo Sacco/Quatro Rodas
Latas de alumínio
No ano passado foram vendidas 198,8 mil toneladas de alumínio reciclado no Brasil.

São Paulo - O Brasil atingiu no ano passado mais um recorde de reciclagem de latas de alumínio. Foram reutilizadas 98,2% das latas vendidas. Ao todo, 198,8 mil toneladas de alumínio, das 202,5 mil toneladas vendidas, foram recicladas.
 
Os dados constam do balanço da coleta do material divulgado hoje (28) pela Associação Brasileira do Alumínio (Abal) e a Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade (Abralatas). Com o resultado, segundo as entidades, o Brasil conquista pela nona vez consecutiva o posto do país com maior índice de reciclagem de latas do mundo.

Na comparação entre 2009 com o ano anterior, a quantidade de latas recicladas aumentou 19,9%. Em 2008, foram reutilizadas 91,6% das latas vendidas pela indústria, o que representa cerca de 165 mil toneladas.

Em 2009, a reciclagem das latas de alumínio movimentou R$ 1,3 bilhão. Deste total, R$ 382 milhões foram gerados só com trabalho de coleta do material.

“Se toda coleta de latas fosse feita por uma empresa só, ela estaria entre as mil maiores do país”, complementou Henio de Nicola, presidente da Abal, em entrevista coletiva em São Paulo.

Com a reciclagem do alumínio das latas, também foram economizados 2,9 mil gigawatts-hora (GWh). Com esta energia, seria possível atender a demanda anual de uma cidade como Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, que tem 1,2 milhão de habitantes.

Fonte:
Vinicius Konchinski, da AGÊNCIA BRASIL

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Braskem anuncia nova fábrica de plástico verde

Empresa vai investir US$ 100 milhões em fábrica que deve começar a funcionar em 2013.

Mirian Fichtner/Veja
Construção de fábrica da Braskem
Construção da fábrica da Braskem em Triunfo para produção de polietileno feito com cana-de-açúcar 

Rio de Janeiro - A Braskem, maior fabricante de resinas da América Latina e que no mês passado inaugurou uma fábrica para produzir eteno a partir da cana-de-açúcar, anunciou hoje uma nova unidade de fabricação de plástico verde.

A Braskem informou em comunicado que concluiu a etapa conceitual do projeto para construir uma fábrica com capacidade para produzir 30 mil toneladas anuais de propeno verde e na qual investirá US$ 100 milhões.

"Em 2011 serão concluídos os estudos de engenharia básica (da nova fábrica) e, após a obtenção da aprovação final, o projeto começará a ser implantado para que possa começar a operar no segundo semestre de 2013", segundo o comunicado da empresa.

A nova fábrica também utilizará como matéria-prima etanol de cana-de-açúcar em vez de petróleo. A primeira produz eteno e a segunda fabricará propeno, dois dos plásticos de maior demanda no mundo.

A fábrica de eteno verde, com capacidade para produzir 200 mil toneladas de resinas plásticas, começou a funcionar no mês passado em Triunfo, no Rio Grande do Sul.

A Braskem informou que o propeno verde será fabricado graças a uma tecnologia já testada industrialmente e que permite obter um produto com as mesmas propriedades técnicas e o mesmo desempenho do plástico produzido a partir de petróleo.

A companhia acrescentou que os estudos preliminares de eficiência ecológica foram bem-sucedidos e mostraram que cada tonelada de propeno verde produzido permite capturar e fixar 2,3 toneladas de dióxido de carbono.

"A Braskem considera esta fábrica parte de sua estratégia de desenvolvimento de biopolímeros e se compromete a expandir sua capacidade produtiva para que o plástico verde possa ser utilizado por um maior número de clientes", acrescenta a nota.

Antes da inauguração da fábrica de eteno verde, a empresa já tinha assinado 20 contratos com multinacionais que compram plásticos, como Johnson & Johnson e Procter & Gamble, para oferecer a elas o plástico ecológico.

A Braskem produz anualmente cerca de 15 milhões de toneladas de resinas e outros produtos petroquímicas nas 31 fábricas que opera no Brasil e nos Estados Unidos.

Fonte
http://exame.abril.com.br/
Publ.28/10/2010

 

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Cientistas pedem novo sistema para monitorar oceanos até 2015

Cientistas oceânicos exortaram os governos mundiais a investir em um novo sistema de monitoramento dos mares que possa fornecer desde alertas sobre a ocorrência de tsunamis até acidentes ligados às mudanças climáticas.
vida marinha
Wikimedia Commons
Novo sistema de monitoramento global dos oceanos custaria de 10 bilhões a 15 bilhões de dólares. 

Segundo os cientistas, uma melhor supervisão traria enormes benefícios econômicos, ajudando a entender o impacto da pesca excessiva ou de mudanças nas monções capazes de provocar fenômenos climáticos extremos, como as inundações de 2010 no Paquistão.

A aliança científica Oceans United pretende formalizar o pedido de criação de um sistema de monitoramento da saúde do planeta para os representantes governamentais que irão se encontrar em Pequim entre os dias 3 e 5 de novembro para discutir metas traçadas em 2002, na Cúpula da Terra da ONU.

“A maioria dos especialistas acredita que os oceanos ficarão mais salgados, mais quentes, mais ácidos e menos diversificados”, disse Jesse Ausubel, um dos fundadores da Parceria para a Observação dos Oceanos Globais (POGO, na sigla em inglês), que lidera a aliança e representa 38 das principais instituições oceanográficas de 21 países.

A POGO afirma que a criação do sistema de monitoramento global dos oceanos custaria de 10 bilhões de dólares a 15 bilhões, com 5 bilhões de dólares sendo de custos operacionais anuais.

Atualmente, estima-se que sejam gastos entre 1 bilhão e 3 bilhões de dólares em monitoramento oceânico, disse Tony Knap, diretor do Instituto Bermuda de Ciências Oceânicas e líder do POGO.

Knap afirmou que a nova cifra pode parecer excessiva em um período de austeridade e de cortes por parte de muitos governos, mas que o investimento impediria prejuízos ainda maiores.

As novas quantias investidas ajudariam a ampliar projetos já existentes, como o monitoramento via satélite das temperaturas oceânicas, o uso de dispositivos capazes de rastrear golfinhos, salmões ou baleias e avisos antitsunami na região costeira de diferentes países.

“Os gregos descobriram há 2.500 anos que construir faróis ofereceria grandes benefícios aos marinheiros. Ao longo dos séculos, os governos vêm investindo em auxílios para a navegação. Esta seria a versão do século 21 para isso”, disse Jesse Ausubel à Reuters.

Entre os sinais preocupantes há o fato de que as águas superficiais dos oceanos se tornaram mais ácidas em 30 por cento desde 1800, mudança que é atribuída principalmente ao aumento das concentrações de dióxido de carbono na atmosfera pela queima de combustíveis fósseis.

Isso pode tornar mais difícil para que animais como lagostas, caranguejos, moluscos, corais ou plâncton construam escudos protetores e pode ter impacto sobre toda a vida marinha.

(Fonte: G1 / Reuters)

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Vulcão Merapi volta a entrar em erupção na Indonésia Por clipping


Militares indonésios forçaram moradores a deixarem vilarejos nas imediações do Monte Merapi, onde o vulcão voltou a entrar em erupção neste sábado (30), com uma potente explosão que matou mais uma pessoa e fechou temporariamente um aeroporto. Com a morte deste sábado, sobe a 36 o número de pessoas já vitimadas pelas erupções do Merapi, que começaram na terça-feira (26).
 Tropas indonésias ficaram em guarda neste sábado em frente a moradias cobertas por cinzas.

(Fonte: Portal Terra /  Agência Estado)