RELATOS, NOTÍCIAS, CRÍTICAS, PESQUISAS, RESULTADOS, COMENTÁRIOS, NA VISÃO AMBIENTAL

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Ilha Tuvalu, que fica no Sul do Oceano Pacífico, com o aquecimento Global poderá sumir do Mapa.

Parques na Escócia – será o mesmo planeta?


domingo, 7 de março de 2010

Nove espécies ameaçam mares do Brasil

Estudo detecta 58 espécies vindas de outros oceanos; algumas delas representam risco à biodiversidade, à economia ou à saúde humana.

Divulgação PNUD    


A costa brasileira abriga pelo menos nove espécies vindas de outros oceanos e que ameaçam a biodiversidade nos mares em 12 Estados do país, aponta o primeiro levantamento desse tipo já feito no Brasil. Ao menos uma representa risco para a saúde humana, e algumas delas, incluindo três muito usadas em aquários domésticos, podem prejudicar também a economia local (afetando a pesca, por exemplo).

O Informe sobre as Espécies Exóticas Invasoras Marinhas no Brasil, concebido pelo Ministério do Meio Ambiente com apoio do PNUD, foi elaborado por pesquisadores para tentar descobrir os impactos, no litoral brasileiro, das espécies que interferem na capacidade de sobrevivência de outras ou afetam as atividades socioeconômicas ou a saúde humana.

O estudo identificou 58 espécies exóticas, ou seja, “estrangeiras”: 3 fitoplânctons, 6 zooplânctons, 6 fitobentos, 40 zoobentos e 4 peixes. Elas foram classificadas em estabelecidas (com presença significativa, mas sem apresentar impacto negativo), detectadas (com distribuição restrita, sem evidência de impacto) e invasoras (com impacto comprovado).
Em um mundo ideal, nativos e exóticos conviveriam seguindo o fluxo da cadeia alimentar. Porém, alguns invasores, trazidos por correntes marinhas e atividades econômicas como transporte marítimo ou aquicultura – produção em cativeiro de peixes, camarões, ostras e outros recursos–, acabam perturbando esse equilíbrio.

As invasoras são prejudiciais à biodiversidade porque competem com as nativas por espaço, luz ou alimento. Além disso, podem atuar como parasitas ou causar doenças em espécies localmente importantes, assim como produzir toxinas que se acumulam na cadeia alimentar, envenenando outros organismos ou apresentando risco direto à saúde humana. Todas estas características trazem perdas econômicas, devido às modificações na infraestrutura do país para combater o problema. Ao Brasil, a maior parte chegou por bioincrustação – ou seja, se prendem no casco de navios – ou pela água de lastro, usada para manter a estabilidade de embarcações.

No país, as nove espécies identificadas são as microalgas Coscinodiscus wailesii e Alexandrium tamarense, a alga marinha Caulerpa scalpelliformis, muito usada em aquários, os corais laranjas Tubastraea coccínea e Tubastraea tagusensis, também muito comuns em aquários domésticos, os mexilhões Isognomon bicolor e Myoforceps aristatus, o siri Charybdis hellerii e a ascídia (um tipo de invertebrado) Styela plicata.


Pelo menos 12 estados brasileiros (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Alagoas) foram atingidos por alguma das espécies invasoras, com impactos que variavam de região para região.


A única em foi detectada ameaça para a saúde humana é a microalga Alexandrium tamarense, já detectada no Paraná e no Rio Grande do Sul. Esse fitoplâncton produz uma substância chamada ficotoxina, que pode contaminar moluscos e crustáceos, consumidos por humanos. Há risco de intoxicação, diarreia, náusea, vômito, amortecimento da boca e dos lábios, fraqueza, dificuldade de fala e até parada respiratória. Porém, ainda não há registro desse tipo de impacto no Brasil.


Várias delas podem prejudicar a economia. O molusco Isognomon bicolor, encontrado do Rio Grande do Norte até Santa Catarina, se incrusta em cascos de embarcações (aumentando o peso da estrutura e o gasto de combustível), em plataformas de petróleo (podendo causar corrosões e entupir tubulações) e em boias (elas ficam mais pesadas e têm maior dificuldade de flutuar).
Em outros casos, o impacto é mais localizado. O siri Charybdis hellerii, presente em Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina, pode concorrer com espécies nativas e diminuir a população de crustáceos vendidos para consumo humano. A ascídia Styela plicata, encontrada na Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina, pode afetar a produção de alguns moluscos e, por se grudar em estruturas, aumenta os custos de limpeza. O mexilhão Myoforceps aristatus, detectado no Rio de Janeiro, em São Paulo e Santa Catarina, danifica outros moluscos, e, por isso, podem causar “grande prejuízo” para a indústria de cultivo de vieiras (um tipo de molusco).
Prevenção
Para prevenir a entrada dessas espécies no litoral brasileiro, o estudo sugere uma articulação do governo federal, através de seus vários ministérios, com empresas privadas e de capital misto – particularmente dos setores de energia, saneamento e abastecimento, navegação marítima e portuária. Isso porque essas companhias são as mais afetadas pelos invasore
Outra sugestão é fazer a instalação e manutenção permanente de um sistema de informação para diagnóstico, monitoramento e alerta precoce de introdução de espécies invasoras marinhas. Essa estrutura, recomendam os autores, deve ser acompanhada de maior controle das fronteiras.


FONTE:
Por Danielle Brant - PNUD
 
Envolverde - EcoAgência

sábado, 6 de março de 2010

A prancha de surf como um produto sustentável

Os tempos mudaram junto com os materiais construtivos. Da madeira de balsa para a espuma de Poliuretano rígido expandido, revestida com resina de poliéster, fibra de vidro e outras substâncias químicas.

O surf teve origem na Polinésia e relatos do Capitão Cook em 1770 já citavam que homens nobres de diversas tribos disputavam a coroa descendo em vagalhões com pranchas gigantes de troncos de árvores, que mediam cerca de 6 metros e pesavam mais de 100 Kg. Os Polinésios eram um povo do Oceano. Mesmo sem quaisquer instrumentos de navegação foram capazes de se espalhar pelo chamado triângulo polinésio - Hawaii ao norte, Ilha de Páscoa ao sudeste e Aotearoa (Nova Zelândia) localizada ao sudoeste. Com isso de alguma forma o surf chegou às ilhas havaianas e daí se expandiu pelo globo terrestre. Nesta época os materiais construtivos eram puramente orgânicos e a própria natureza se incumbia de degradá-los, sem a necessidade de uma ação específica de saneamento ambiental.
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Os tempos mudaram junto com os materiais construtivos. Da madeira de balsa para a espuma de Poliuretano rígido expandido, revestida com resina de poliéster, fibra de vidro e outras substâncias químicas como: o peróxido de metil-etila (catalisador); cobalto (acelerador); monômero de estireno, parafina bruta e pigmentos (muitos deles com metais pesados incorporados). Os resíduos desses insumos são comprovadamente classificados como perigosos (Classe I), por possuírem propriedades de inflamabilidade e toxicidade. Estes dejetos são potenciais agentes de contaminação do solo e dos corpos aquáticos e sua destinação final, quando mal gerenciada, gera malefícios ao meio ambiente e à saúde pública. No Brasil são produzidas anualmente cerca de 50.000 pranchas de surf e de 50 a 70% do material consumido no processo produtivo é descartado. Este montante corresponde a um prejuízo financeiro superior a US$ 7.000.000 e mais de 380 toneladas de substâncias tóxicas e inflamáveis depostas nos "lixões", ou aterros simples, sem qualquer tratamento ambiental. O maior problema é que estes rejeitos possuem baixa densidade que ocupam grande volume em áreas de destinação final de resíduos e com características pérfurocortantes.       

A necessidade de se recuperar estes rejeitos gerou uma investigação científica, com o propósito de tornar a prancha de surf um produto sustentável e ecologicamente correto. Este projeto, denominado de Marbras et Mundi (Movimento Associativo de Reciclagem Brasileira no Surf e no Mundo), foi idealizado e vem sendo implementado pelo surfista e Mestre em Engenharia Ambiental, pela Universidade Federal de Santa Catarina (Florianópolis) - Paulo Eduardo Antunes Grijó, que sistematizou uma metodologia para minimizar o consumo de água, energia elétrica e geração de resíduos no processo fabril das pranchas de surf, além de pesquisar e criar métodos para a recuperação dos resíduos gerados. Um método de captação dos particulados em suspensão e controle dos efluentes é necessário visando um sistema produtivo que potencialize a Medicina e a Segurança dos trabalhadores envolvidos. Outra prerrogativa deste estudo é maximizar recursos naturais não renováveis, transformando o lixo industrial não eliminável, em matéria-prima de segunda geração econômica, com o objetivo de valorizar estes materiais, gerar renda e oportunidade de trabalho, para jovens carentes, com a implantação e operação desta atividade. É possível utilizar estes resíduos como substituto parcial de agregados, na fabricação de artefatos de concreto (com propriedades de isolamento termo-acústico) para a construção civil, incorporá-los com resinas virgens de poliuretano, após pulverização dos rejeitos, para produção de uma blenda de poliuretano recuperado, que poderá ser empregado na produção de pranchas de surf recicladas. Também é possível incinerar os resíduos, com efetivo controle ambiental, para recuperar sua energia, em função do alto poder calorífico desses dejetos. Finalmente é viável aquecer os resíduos a uma determinada temperatura e em seguida realizar termo-prensagem, para a produção de painéis para isolamento termo-acústico amplamente utilizados em edificações. Outras formas de recuperação desses materiais residuais estão sendo pesquisadas, experimentadas e esta pesquisa foi validada recentemente através de apresentação e defesa de uma dissertação de Mestrado, junto ao Programa de Pós Graduação em Engenharia Ambiental da UFSC.

Esta iniciativa inédita, ao nível mundial, visa promover um processo de educação ambiental e práticas ecológicas na indústria do surf aspirando transformar a prancha de surf e seu processo produtivo numa atividade sustentável e saudável, pois toda indústria que gera poluição ou toxicidade pode e deverá ser redimensionada, a fim de se evitar prejuízos à saúde pública e ao meio ambiente. Este produto, após processo de gestão ambiental será certificado com um selo ecológico criando, portanto, um produto diferenciado no mercado consumidor.

Valorizar resíduos de materiais provenientes de recursos naturais não renováveis é um emergente desafio para a humanidade neste início de milênio, considerando-se a escassez de áreas para aterramento de dejetos e a necessidade inadiável de preservação dos Ecossistemas e dos recursos naturais não renováveis, através do estabelecimento de uma ecoeficiência nos processos industriais. O surf depende das ondas marinhas para sobreviver e a região litorânea necessita dos surfistas para ser devidamente conservada. RECICLAR PARA PERPETUAR! Este é o conceito chave desta iniciativa.



Produção de Poliuretano Reciclado com Alunos da CEFET-SC (2001) e do Design Industrial da UDESC em 2004.
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 Fonte:

Paulo Eduardo Antunes Grijó Surfista e Mestre em Engenharia Ambiental - Coordenador Consórcio Marbras et Mundi e-mails: pauloeduantunes@hotmail,com ou paulosurfrecycle@yahoo.com.br fones (48) 9114-0986

 

sexta-feira, 5 de março de 2010

Espécies Nativas na Arborização Urbana

Espécies utilizadas em arborização urbana. 

A utilização de espécies nativas em áreas urbanas é indicada por proteger e valorizar a flora local. Serão demonstradas a seguir algumas espécies nativas arbóreas recomendadas e/ou utilizadas nas Regiões Centro/Sul do Brasil:

 Espécies  Família  Nome Popular  Observações
 Amburana  cearensis Fabaceae
Cumaru  cerejeira
 Árvore ornamental
 Ramos e troncos são lisos de cor de vinho  ou marrom avermelhado.
 Anadenanthera  columbina
 Anadenathera  peregrina
Minosaceae
Angico vermelho
Angico cascudo
 Árvore de grande porte
 Utilizada em ruas, estradas e parques.
 Andira  anthelmina
 Andira  fraxinifolia
Fabaceae Pau-angelim  Árvore de médio a grande porte
 Proporciona ótima sobra pela copa  frondosa.
 Balfourodendron  riedelianum Rutaceae Pau-marfim  Árvore de grande porte
 Utilizada em parque e praças.
 Bauhinia  forticata Caesalpiniaceae Pata-de-vaca  Árvore de pequeno porte
 É utilizada nos parques e jardins, pela  beleza das flores.
 Bowdichia  virgilioides Fabaceae Sucupira  Árvore de grande porte
 Utilizada em parques e jardins pela beleza  das flores roxas.
 Cabralea  canjerana Meliaceae Canjarana  Árvore de grande porte
 É recomendada para praças, jardins,  canteiros centrais de avenidas, estradas.
 Não deve ser utilizada em calçadas devido  ao seu sistema radicular superficial.
 Caesalpinia  echiata
 Caesalpinia  leiostachya
 Caesolpinia  peltophoroides
Caesalpiniciaceae
Pau-brasil
Pau-ferro
 Árvores de grande porte 
 Indicada para parques, praças e jardins
 Foi declarada árvores nacional do Brasil em  1978.
 Calophyllum  brasiliensis  Clusiaceae  Guanandi  Árvore de grande porte
 Utilizada em praças, ruas e avenidas.
 Cariniana  estrellensis
 Cariniana  legallis 
Ecythidaceae
Jequitibá-branco
Jequitibá-rosa
 Árvore de grande porte
 Utilizada em praças.
 Cassia  ferruginea
 Cassia grandis
 Caesalpiniaceae
Chuva-de-ouro
Cássia-rósea
 Árvore de médio a grande porte
 Utilizada na arborização de ruas e avenidas.
 Centrolobium  microchaete
 Centolobium  robustum
 Centrolobium  tomentosum
Fabaceae
Araribá-amarelo
Ararobá-rosa
Araruva
 Árvore de grande porte 
 Utilizada em parques e jardins
 Chorisia  speciosa  Bombacaceae  Paineira  Árvore de grande porte
 Indicada para parques, praças, jardins  avenidas e rodovias.
 Grande efeito ornamental pelo porte e  beleza das flores.
 Citharexylum  myrianthum
 Citharexylum  permambucensis
Verbenaceae
Tarumâ-branco
Salgueiro
 Árvore de grande porte
 Utilizada para parques, praças e jardins
 Clitoria  fairchildiana Fabaceae Palheteira  Árvore de médio porte
 Proporciona bom sombramento
 Utilizada na arborização rural e urbana nas  regiões sudeste e norte do país.
 Colubrina  glandulosa  var.reitzii Rhamanaceae Sobrasil  Árvore de médio a grande porte
 Utilizada para praças públicas.
 Copaifera  langsdorffi Caesalpioniaceae Copaíba  Árvore de grande porte
 Fornece ótima sombra
 Utilizada principalmente em arborização de  rodovias.
 Cordia  trichotoma
 Cordia superba
Boraginaceae
Louro pardo
 Grão de galo
 Árvore de grande porte
 Utilizada em ruas e praças públicas
 Croton  celtidifolius Euphorbiaceae Pau-sangue  Árvore de médio porte
 Dalbergia  brasiliensis
 Dalbergia nigra
Fabaceae
Jacarandá
Jacarandáda Bahia
 Árvore de grande porte
 Utilizada em parques, praças e avenidas
 Possui efeito ornamental pelas flores.
 Crymis  brasiliensis Winteraceae Cataia  Árvore de médio porte
 Erythrina crista-  galli
 Erythrina falcata
 Erythrina  speciosa
Fabaceae
Corticeira do  banhado
Corticeira 
 Suinã
 Árvore de grande porte
 Utilizada em parques e jardins
 Guazuma  uhmifolia Stercucliaceae Mutamba  Árvore de médio a grande porte
 Proporciona ótima sombra
 Holocalyx  balansae Caesalpiniaceae Alecrim  Árvore de grande porte 
 Utilizada em parques, praças e ruas
 Sua copa mantém-se sempre verde de  formato arredondado, proporcionado ótima  sombra.
 Hymenaea  couvaril L.. Caesalpiniaceae Jatobá  Árvore de grande porte
 Recomendada principalmente para estradas,  parques e praças.
 Inga bhahienssi
 Inga fagifoli
 Inga marginata
 Inga sessilis
 Inga  uruguguensis
 Inga virescens
Mimisaceae
Ingá-beira-de-rio
 Ingá
 Ingá-feijão
 Ingá-ferradura
 Ingá-banana
 Árvore de médio porte
 Utilizada em parques, praças e rodovias.
 Jacaranda  puberula
 Jacaranda  micrantha
 Jacaranda  mimosaefolia
Bignoniaceae
Caroba
Jacarandá-mimoso
 Árvore de grande porte 
 Indicada para parques, avenidas e  arborização de rodovias.
 Lafoensia pacari Lythraceae Dedaleiro  Árvore de grande porte 
 Largamento utilizada em parques, ruas,  praças
 Possui rusticidade, belas flores e boa  covivência com a poluição urbana e a rede  elétrica.
 Lamanonia  ternata Cunoniaceae Guaraperê  Árvore de médio a grande porte
 Utilizada em parques, praças e ruas.
 Lapacea  fruticosa Theaceae Santa-rita  Árvore de grande porte
 Lonchocarpus  guilleminianus
 Lonchocarpus  muehlbergianu
Fabaceae 
Rabo-de-bugio
Timbó-do-graúdo 
 Árvore do grande porte 
 Luehea  divaricara
 Luehea  candicans
Tiliaceae Açoita-cavalo  Árvore de grande porte
 Utilizada em rodovias, praças e parques.
 Machaerium  stipitatum Fabaceae Sapuva  Árvore de grande porte
 Nectandra  lanceolata Lauraceae Canela amarela  Árvore de grande porte
 Utilizada na arborização de áreras abertas
 Ormosia arborea Fabaceae Olho-de-cabra  Árvore de grande porte 
 Utilizada em ruas e avemidas
 Proporciona bom sombreamento e é  bastante ornamental.
 Parapiptadenia  rigida Momosaceae
Angico
Gurucaia
 Árvore de grande porte
 Utilizada em ruas, rodovias, praças e  parques.
 Peltophorum  dubium Caesalpiniaceae Canafístula  Árvore de grande porte 
 Utilizada para parques, avenidas, praças.
 Não é recomendada para ruas.
 Plathymenia  foliolosa Mimosaceae Vinhático-da-mata  Árvore de porte grande
 Exuberante e muito ornamental
 Pseudobombax  grandiflorum Bombacaceae Embiruçu  Árvore de grande porte
 Extremamente ornamental pela forma  incomum dos seus ramos quando em  floração.
 Pterocarpus  violaceus Fabaceae Aldrago  Árvore de médio porte
 Utilizada na arborização das ruas em São  Paulo
 Tem folhagem brilhante e bela florada.
 Qualea  grandiflora Vochysiaceae Pau-terra  Árvore de médio porte.
 Quillaja  brasiliensis Rosaceae Saboneteira  Árvore de médio porte
 Utilizada e, parques e praças.
 Roupala  asplenioides
 Roupala  brasiliensis
 Roupala  cataractarum
 Roupala  rhombifolia
Proteaceae Carvalho-brasileiro  Árvore de médio porte
 Utilizada em parques e rodovias.
 Salix  humbolditiana Salicaceae
Salseiro
Chorão
 Árvore de grande porte
 Utilizada em parques, rodovias, avenidas.
 É ornamental por sua copa com ramos  pendentes.
 Scheffera  angustissimum
 Scheffera  macrocarpa
 Scheffera  morototoni
Araliaceae
Aipim-brabo
 Mandiocão do  cerrado
 Mandiocão
 Árvore de grande porte
 É indicada pela sua forma reta e suas folhas  grandes e vistosas.
 Sclerolobium  chrysophyllum
 Sclerolobium  densiflorum
 Sclerolobium  denudatum
 Sclerolobium  paniculatum
Caesalpiniaceae 
Ingauçu preto
Ingáporca
Passuaré
Taxi-branco
 Carvoeiro 
 Árvore de grande porte
 Utilizada para parques e rodovias
 Proporciona boa sombra com sua copa  frondosa. 
 Senna  macranthera
 Senna multijuga
Caesalpiniaceae
Maduirana
 Pau-cigarra
 Aledrim
 Árvore de médio porte 
 É indicada para arborização de ruas  (estreitas e sob rede elétrica)
 Árvore extremamente ornamental pelas suas  flores.
 Stercullia striata Sterculiaceae Chichá-do-cerrado  Árvore do médio porte
 Tabebuia alba
 Tabebuia aurea
 Tabebuoa  chrysotricha
 Tabebuia  ochraeae
 Tabebuia  serratifolia
 Tabebuia vellosoi
Bignoniaceae
Ipê-amarelo
 Craibera
 Pau-d'arco
 Amarelo
 Árvore de caducifólia de altura variável, de  pequeno a grande porte
 Bastante ornamental pelas flores de  coloração amarela intensa
 Utilizada em praças, arborização de ruas,  estradas e estradas de fazendas.
 Tabebuia  heptaphylla
 Tabebuia  impetiginosa
Bignonoaceae
 Ipê-roxo
Ipê rosa
Pau-d'arco-roxo
 Árvore de médio a grande porte, caducifólia
 Utilizada em jardins públicos, arborização de  ruas, avenidas, estradas e alamedas de  fazendas
 Bastante ornamental pela coloração de rosa  e lilás intenso.
 Talaurna ovata Magnoliaceae Baguaçu  Árvore de grande porte
 Tapirira  guianensis Anacardiaceae
Cupiúba
Pau-pombo
 Árvore de médio porte
 Tibouchina  granulosa
 Tibouchina  sellowiana
 Melastomataceae   Quaresmeira   Árvore de médio porte
 Muito ornamental pelas flores 
 Utilizada em arborização de ruas, avenidas  e  praças e parques.
 Triplaris  brasiliana Polygnaceae Pau-de-formiga  Árvore de grande porte
 Vochysia  bifalcata
 Vochysua  magnifica
 Vochysu  tucanorum
Vochysiaceae
Guaricica
Pau-de-tucano
 Árvore de grande porte 
 Muito ornamental pelas flores amarelas  vistosas
 Utilizada em avenidas, parques e praças.
 Xylopia  brasiliensis Annonaceae Pindaíba  Árvore de grande porte
 Possui folhagem delicada semelhante a  uma conífera.
 Zeycheria  tuberculosa Bignoniaceae Ipê-felpudo  Árvore de grande porte
 Muito ornamental pela forma da copa,  piramidal ou colunare pelo efeito da  folhagem e  ramagem
 Utilizada em praças e parques.
 Fone:
Ambiente Brasil

 

quinta-feira, 4 de março de 2010

Luta contra a desertificação no semiárido fica em "fogo brando"

Embora conte com um plano nacional de enfrentamento e com um comitê técnico exclusivo no Ministério do Meio Ambiente, o combate à desertificação do semiárido, principal consequência do desmatamento da caatinga, ainda mobiliza poucos esforços dos governos federal, estaduais e municipais. 

"É uma agenda que ainda está em fogo brando", avalia o secretário de extrativismo do Ministério do Meio Ambiente, Egon Krakhecke. Para ele, falta "fortalecimento institucional" da temática no país. 

No plano federal, por exemplo, a CNCD (Comissão Nacional de Combate à Desertificação), teoricamente a maior instância de controle das ações contra o desmatamento da caatinga, ainda não saiu do papel. 

Lançada oficialmente pela então ministra Marina Silva em julho de 2008, a comissão, que deveria "estabelecer e priorizar as estratégias" do governo na área, teve apenas uma reunião, em novembro de 2008, para definir seu regimento.
A realização de um segundo encontro depende da publicação, ainda pendente, do documento no "Diário Oficial da União". 

O regimento, segundo Krakhecke, está sob análise do departamento jurídico e deve ser publicado até abril.
Outra medida esperada é a aprovação da Política Nacional de Combate à Desertificação, parada na Câmara desde "nem lembro quando", diz a técnica do Ministério do Meio Ambiente Luciana Valadares. "A gente precisa ter um orçamento mais definido, de mais força dentro do ministério." O projeto aguarda votação desde 2007. 

Sem documento
Nos Estados, a criação dos Planos Estaduais de Enfrentamento da Desertificação, compromisso assumido em 2004, também patina. Até hoje, dos nove Estados atingidos pelo problema, apenas Pernambuco finalizou o documento. 

Na tentativa de fortalecer a temática, o Ministério do Meio Ambiente promoverá de hoje a sábado o primeiro Ened (Encontro Nacional de Enfrentamento da Desertificação). A ideia é que antigas reivindicações da área sejam assumidas por Estados, municípios e União, que devem se comprometer a fazer ações concretas. 

"Desde o lançamento do PAN-Brasil [Programa de Ação de Combate à Desertificação], em 2004, estamos à espera de algo mais", diz a coordenadora do combate à desertificação no Ceará, Liduína Costa. "Precisamos de mais compromisso dos governos com o tema."

FONTE:
ESTELITA HASS CARAZZAI
da Agência Folha

quarta-feira, 3 de março de 2010

Japão quer retomada da pesca comercial das baleias

da France Presse, em Tóquio
O Japão defenderá a retomada da pesca comercial das baleias, anunciou Hirotaka Akamatsu, ministro japonês da Pesca, poucas horas antes do início de uma reunião da Comissão Baleeira Internacional (CBI) nos Estados Unidos nesta terça-feira (2).


Japão defenderá a retomada da pesca comercial das baleias, anunciou Hirotaka Akamatsu, ministro japonês da Pesca nos EUA
A CBI impõe desde 1986 uma moratória ilimitada que proíbe a caça comercial das baleias. A organização autoriza, no entanto, com cotas específicas, a caça a título de "pesquisa científica", que é a alegada pelo Japão.
Noruega e Islândia se recusam a respeitar a moratória e continuam caçando com fins comerciais.
Os três países já mataram mais de 30.000 baleias. 

Fonte:
Folha Online

terça-feira, 2 de março de 2010

Proteger baleias combate efeito estufa, dizem cientistas

  
Cientistas dos Estados Unidos disseram que proteger as baleias pode evitar que milhões de toneladas de gás carbônico acabem indo parar na atmosfera - algo que intensifica o efeito estufa.

Segundo os estudiosos da Universidade do Maine, um século de caça às baleias no mundo pode ter liberado para a atmosfera mais de 100 milhões de toneladas de gás carbônico.

As baleias estocam este gás em seus corpos gigantescos e, quando são mortas, grande parte da substância pode ser liberada.

Para o cientista Andrew Pershing, que calculou a estimativa, baleias são as "florestas do oceano" e protegê-las pode ter impacto semelhante ao de programas de reflorestamento.

"Baleias, como qualquer animal ou planta do planeta, são feitas de muito carbono. E quando você mata e remove uma baleia do oceano, está removendo gás carbônico deste sistema de estocagem e possivelmente enviando para a atmosfera", disse.

Lâmpadas - Pershing destaca que, principalmente no início da caça à baleia, os animais eram fonte de óleo para lâmpadas, que era queimado e liberava o gás carbônico diretamente na atmosfera.

Para conseguir chegar à estimativa de emissões causadas pela caça à baleia, o cientista e sua equipe do Instituto de Pesquisas do Golfo do Maine calcularam a capacidade anual de estocagem de gás carbônico dos cetáceos, enquanto elas cresciam.

Em seus cálculos iniciais, a equipe estimou que cem anos de caça liberou uma quantidade de gás carbônico equivalente à queima de 130 mil quilômetros quadrados de florestas temperadas.

Pershing destacou que esta quantidade ainda é relativamente pequena quando comparada aos bilhões de toneladas de gás carbônico produzidas pela atividade humana a cada ano.

Programa de reflorestamento
- Pershing acrescentou que simplesmente deixar grandes grupos de baleias crescerem, pode "sequestrar" o gás de efeito estufa em quantidades que podem ser comparadas às de alguns programas de reflorestamento que ganham e vendem créditos de carbono.

"Quando as baleias morrem (por causas naturais), seus corpos afundam, então elas levam o gás carbônico para o fundo do oceano", disse. "Se o lugar onde elas morrem é fundo o bastante, será estocado fora da atmosfera, talvez por centenas de anos."

O cientista sugeriu ainda que um sistema parecido de créditos de carbono pode ser aplicado a baleias para proteger e aumentar os números destas populações.

"Você poderia usar estes créditos como um incentivo para reduzir a pesca ou promover a conservação de algumas destas espécies", acrescentou, afirmando que a ideia dos créditos de carbono pode ser aplicada também a outros animais marinhos como tubarões brancos e atum.

Os pesquisadores da Universidade do Maine revelaram suas estimativas de liberação de carbono pela caça às baleias na reunião Ciências do Oceano, em Portland, Estados Unidos. 
 (Fonte: Folha Online)

segunda-feira, 1 de março de 2010

EXCLUSIVO: Técnicos monitoram e avaliam causas da morte de peixes no Rio de Janeiro

Lagoa Rodrigo de Freitas - Foto de José Conde da RochaDesde a última sexta-feira, 26, técnicos da Gerência de Qualidade da Água do Instituto Estadual do Ambiente, Inea, órgão executivo da Secretaria do Ambiente do Rio de Janeiro, estão analisando amostras de água da Lagoa Rodrigo de Freitas, para identificar as causas da mortandade de peixes no local. Leia mais em   "Equipes  removem peixes mortos em lagoa no Rio" .
                                                                         
Segundo dados da Companhia Municipal de Limpeza Urbana, Comlurb, foram retirados quase 78 toneladas de peixes mortos desde sexta-feira. A companhia informou que os animais pararam de morrer, mas as causas continuam desconhecidas.

Na terça-feira, 02, serão divulgados os primeiros resultados das análises feitas por laboratórios do Instituto e de outras instituições científicas.

Informações do Inea descartam o risco de acidente ambiental, assim como a relação com a abertura da comporta do Canal do Jardim Alah, depois do rompimento de uma tubulação, na última quinta-feira. O monitoramento apontou, ainda, que não houve queda na oxigenação na água.

Uma das hipóteses é a de quem uma espécie de alga nanoplanctônica tenha se proliferado muito rapidamente, causando a morte dos peixes. A quantidade da alga, que estava em 400 mil na segunda-feira, passou para 1,8 milhão na sexta, segundo o órgão.

Fonte:
Danielle Jordan / AmbienteBrasil 
*Com informações do Inea.