RELATOS, NOTÍCIAS, CRÍTICAS, PESQUISAS, RESULTADOS, COMENTÁRIOS, NA VISÃO AMBIENTAL

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Ilha Tuvalu, que fica no Sul do Oceano Pacífico, com o aquecimento Global poderá sumir do Mapa.

Parques na Escócia – será o mesmo planeta?


quarta-feira, 31 de março de 2010

França aplica multa de US$ 505 mil em empresa por vazamento de óleo

A Corte de Apelações de Paris confirmou as condenações de primeira instância da petroleira francesa Total e de três coacusados italianos pelo naufrágio do Erika. 
Joseph Valantin, responsável pela apelação contra pena imposta à 
empresa Total na França; multa foi mantida em US$ 505 mi
                                                   Charles Platiau -30.mar.10/Reuters
Joseph Valantin, responsável pela apelação contra pena imposta à empresa Total na França; multa foi mantida em US$ 505 milhões.
 

Em 1999, o afundamento do navio provocou uma gigantesca maré negra na costa norte da França. O veredicto foi dado na terça-feira (30). 
A Corte confirmou a responsabilidade penal dos quatro acusados e os danos ecológicos provocados pelas 10 mil toneladas de petróleo pesado que vazaram no mar, na costa da Bretanha. 
Pela responsabilidade penal, a Total e a empresa italiana Rina --que concedia os certificados de navegabilidade-- foram condenadas a multas máximas por poluição de 375 mil euros (US$ 505 mil).
O armador do navio, Giuseppe Savarese, e o administrador, Antonio Pollara, foram condenados a multas de 75 mil euros (US$ 101 mil) cada. 
Fonte:
da France Presse, em Paris


Descoberta espécie de lagarto camuflado no Camboja


O  Cnemaspis neangthyi  possui uma camuflagem eficiente, com um 
padrão de cores que o torna quase imperceptível quando se aproxima de 
fendas de rochas ... Foto: Daily Mail/Reprodução
Foto: Daily Mail/Reprodução.

Uma nova espécie lagarto foi descoberta por uma equipe de cientistas em uma região ainda inexplorada do Camboja. A espécie, batizada de Cnemaspis neangthyi foi encontrada durante um relatório de répteis e anfíbios no pé das montanhas rochosas de Cardamomo. As informações são do jornal britânico Daily Mail.

O Cnemaspis neangthyi possui uma camuflagem eficiente com um padrão de cores que o torna quase imperceptível quando ele se aproxima de fendas de rochas e árvores. A expedição foi liderada pelo Dr. Lee Grismer, da Universidade La Sierra, e pela ONG Fauna & Flora International (FFI).

Segundo os cientistas, existem atualmente 75 espécies de Cnemapsis conhecidas pela ciência, das quais 30 vivem no Sudeste Asiático. A FFI informou que as montanhas de Cardamomo é uma das áreas mais importantes para a conservação da biodiversidade asiática. A região abriga mais de 62 animais ameaçados e 17 espécies de árvores ameaçadas.
(Fonte: Portal Terra)

terça-feira, 30 de março de 2010

Mais de 3.000 cidades em 125 países participaram do "apagão" pelo clima

No mundo inteiro, em protesto contra o aquecimento global, monumentos, prédios e locais famosos tiveram as suas luzes apagadas. Foi a edição de 2010 da "Hora do Planeta", na noite de sábado.

Participaram 3.483 cidades em 125 países, deixando seus marcos no escuro. Entre eles, no exterior, a torre Eiffel, o Coliseu, o Big Ben, o Empire State Building, em Nova York, e as pirâmides do Egito.

No Rio, entre outros pontos, a luz se apagou na orla de Copacabana, no Cristo Redentor e no Pão de Açúcar. Em São Paulo, na Ponte Estaiada e no Pacaembu. Em Brasília, no Congresso Nacional. No total, 72 cidades do país participaram.

É a quarta edição da "Hora do Planeta" e a segunda da qual o Brasil participa. Ela é organizada pela ONG WWF. A ideia é simbolicamente reduzir o consumo de energia no planeta.

Início - O evento começou pequeno, em 2007, apenas em Sydney. "Nós nunca, nem em nossos mais loucos sonhos, imaginávamos que se espalharia dessa forma", diz o inglês Andy Ridley, diretor da iniciativa.

Em 2008, 35 países participaram. Em 2009, 88. O ano de 2010 teve, portanto, uma adesão recorde, com 125 países.

A edição de 2010 ocorre três meses após o fracasso da cúpula do clima de Copenhague. Na época, países como Estados Unidos, China e Índia, que apagaram juntos as luzes no sábado, não chegaram a um acordo consistente, com força de lei, contra as emissões globais de gases-estufa.

A próxima cúpula do clima ocorre no final do ano, no México. Negociadores importantes em Copenhague se mostram pessimistas. O ex-secretário-executivo da ONU para o clima Yvo de Boer disse à Folha em fevereiro que não acredita que um acordo expressivo possa ser finalizado por lá.
 

(Fonte: Folha Online)

Hillary 'compartilha preocupações' sobre degradação do Ártico com ecologistas

A secretária de Estado americana Hillary Clinton e ecologistas expressaram sua preocupação nesta segunda-feira (29) com as mudanças climáticas e com a ausência das populações nativas do debate sobre o Ártico, durante a reunião entre os cinco países que ocupam essa região.

Tanto a líder da diplomacia americana como os militantes do Greenpeace reunidos nas proximidades do local da conferência dos cinco países árticos (Canadá, Dinamarca, Estados Unidos, Noruega e Rússia) criticaram a ausência dos primeiros habitantes da região das discussões de Chelsea, próximo a Ottawa, e insistiram sobre a urgência de se estudar as mudanças climáticas.

"O derretimento das geleiras marinhas, das geleiras e do permafrost terá um efeito sobre os ecossistemas e homens no mundo inteiro. Compreender essas mudanças exigirá uma cooperação internacional" e "um sentimento de urgência acompanha nossos esforços", disse Hillary, de acordo com o texto de seu discurso apresentado com antecedência.

Ela também lamentou a ausência na reunião de representantes das populações autóctones do Ártico, assim como de três dos oito países da região (Suécia, Islândia e Finlândia).

"Enquanto tentamos desenvolver nossos conhecimentos sobre o Grande Norte, espero que aqueles que vivem lá há gerações sejam parte integrante desse esforço."

As declarações de Hillary seguiram o mesmo caminho das reivindicações dos militantes do Greenpeace.

Dezenas de manifestantes participaram de um ato nas imediações do local da conferência ministerial, exibindo uma faixa para denunciar as "portas fechadas" dos trabalhos.

"As comunidades nativas, os outros países envolvidos, assim como os grupos ambientais, devem se reunir na mesa de debates", declarou Beth Hunter, diretora do Greenpeace, coordenadora da "Campanha Oceanos" da organização.  

(Fonte: G1)

quinta-feira, 25 de março de 2010

25 / 03 / 2010 Ilha no Oceano Índico desaparece com aumento do nível do mar

Fotos recentes de satélite indicam que uma ilha disputada pela Índia e por Bangladesh no Oceano Índico desapareceu sob as águas.

O território, no Golfo de Bengala, era conhecido como Ilha New Moore pelos indianos e chamado de Talpatti do Sul pelos bengaleses e ficava ao sul do Rio Hariabhanga.

De acordo com cientistas da Escola de Estudos Oceanográficos da Universidade Jadavpur, de Calcutá, Índia, a causa do sumiço da ilha foi o aumento do nível do oceano - um dos efeitos do aquecimento global.


O local, com uma área de cerca de 10 km², nunca foi habitado de forma permanente e nunca ficou mais do que dois metros acima do nível do mar.
Sundarbans - Segundo o correspondente da BBC em Nova Déli Chris Morris, no passado a ilha foi visitada por cargueiros indianos, e a Força de Segurança da Fronteira enviou um contingente de forma temporária à ilha, por causa da disputa territorial com Bangladesh.

De acordo com o professor Sugata Hazra, da Universidade de Jadavpur, quem quiser visitar a ilha agora precisará de um submarino.

O professor afirmou que seus estudos revelaram que os níveis do mar nesta região do Golfo de Bengala subiram muito mais rápido na última década do que nos 15 anos anteriores.

E, segundo o correspondente da BBC, o professor prevê que na próxima década outras ilhas da região da Sundarbans - a maior floresta de manguezal do mundo, na costa entre Índia e Bangladesh - também vão desaparecer debaixo d'água.

(Fonte: G1)

terça-feira, 23 de março de 2010

Fertilização de oceanos com ferro pelo clima prejudica ecossistema, alerta estudo




A fertilização dos oceanos com ferro foi proposta como uma forma de enfrentar as mudanças climáticas.

A ideia é de que o ferro promove o crescimento do fitoplâncton, que remove o dióxido de carbono da atmosfera através da fotossíntese. Quando o fitoplâncton morre e afunda, o carbono é isolado no fundo do oceano.

O entusiasmo com a ideia vem diminuindo, em parte devido à preocupação com a manipulação em larga escala dos ecossistemas marítimos.

Um estudo recente, publicado na revista científica "The Proceedings of the National Academy of Sciences" aponta para um risco específico: com a promoção do crescimento de certos organismos, o enriquecimento do ferro pode resultar na produção de uma neurotoxina, o que traria prejuízos ao meio ambiente.

Charles G. Trick e sua equipe, da Universidade Western Ontario, estudaram várias espécies de diatomáceas (organismos unicelulares) do gênero Pseudo-nitzschia.

Tóxico - Estes organismos produzem ácido domoico - aminoácido raro -, utilizado para ajudar no crescimento. Porém, este ácido é tóxico para muitos organismos, inclusive mamíferos aquáticos e seres humanos.

As grandes florescências de Pseudo-nitzschia nas águas costeiras causaram o envenenamento de leões marinhos que se alimentam de moluscos contaminados.

Alguns estudos haviam sugerido que, no meio do oceano, as diatomáceas não produzem a toxina. Mas Trick disse que o trabalho de sua equipe prova que essas pesquisas anteriores estavam incorretas.

As Pseudo-nitzschia colhidas no meio do oceano e sujeitas às experiências a bordo do barco de pesquisas produziram uma grande quantidade de ácido domoico. "Descobrimos que há muita toxina lá", disse ele. "Caso semeássemos com ferro, a quantidade de toxina aumentaria."

Os pesquisadores encontraram provas de que o aumento da produção de ácido domoico permitiu que as Pseudo-nitzschia invadissem outros fitoplânctons. "É mais tóxico do que antes e está presente em maior quantidade", afirmou Trick.
 
(Fonte: Folha Online)

segunda-feira, 22 de março de 2010

Proibição de exportação do atum-rabilho é rejeitada em reunião da ONU


Uma proposta para proibir a exportação do atum-rabilho - considerado o de melhor qualidade para a produção de sushis - foi rejeitada em um encontro sobre vida selvagem da Organização das Nações Unidas.

Japão, Canadá e muitos países pobres se opuseram à proposta, alegando que devastaria economias pesqueiras.

Mônaco apresentou a proposta na reunião da Convenção Internacional sobre o Comércio de Espécies em Perigo (CITES, na sigla em inglês).

O estoque global do peixe caiu cerca de 85% desde o início de sua pesca intensiva.

Ao apresentar a proposta, Mônaco argumentou que o órgão responsável por monitorar a pesca do atum-rabilho - a Comissão Internacional para a Conservação dos Atuns do Atlântico (Iccat, na sigla em inglês) - não implementou medidas restritivas o suficiente para garantir a sobrevivência da espécie.

Cientistas e ativistas se mostraram decepcionados com o resultado.

"Acreditamos que seja um golpe, porque a Iccat não vem conseguindo demonstrar que pode implementar medidas que levem à recuperação (do atum-rabilho)", disse Glenn Sant, líder do programa marinho global da Traffic, a rede internacional que monitora o comércio de vida selvagem.

"Não há dúvidas de que (a proposta) cumpria os critérios (científicos)" para ser incluída na lista de espécies cujo comércio é restringido pela CITES - afirmou Sant à BBC da conferência em Doha, no Catar.

A intenção era que fosse instituída a proibição total do comércio do atum-rabilho.

Margem - As votações da CITES podem ser revistas no último dia da reunião, mas a margem de votos sugere que a decisão não será revertida, afirma Sant.

Na primeira votação - sobre uma emenda da União Europeia que enfraquecia a proposta original apresentada por Mônaco, mas endossava a proibição - a proposta foi derrotada por 72 votos a 43.

Na votação seguinte, da moção original, ela foi derrotada por 68 votos a 20.

Os países europeus tiveram que se abster da segunda votação, já que seus delegados não tinham autoridade de seus governos para votá-la.

A União Europeia tem que votar em bloco em negociações como essa, e países com grande pesca de atum-rabilho, como a França, Itália e Espanha, não estavam propensos a apoiar uma proibição imediata.

O Japão - o principal país consumidor de atum-rabilho - se opôs à proposta desde antes do início da reunião da CITES, argumentando que a pesca comercial deve ser monitorada por órgãos como a Iccat.

Sue Lieberman, diretora de política internacional do grupo ambientalista Pew, sugere que o lobby da indústria pesqueira foi responsável pela rejeição da proposta.

"Essa reunião representava uma oportunidade de ouro para os governos adotarem uma postura contra a pesca excessiva, e muitos governos fracassaram em fazê-lo", disse ela.

"O mercado para esse peixe é simplesmente muito lucrativo, e a pressão dos interesses pesqueiros muito forte para que governos apoiem um futuro verdadeiramente sustentável para esse peixe."
 
(Fonte: G1)